quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Caern de Agua abaixo

Comentário interessante feito por Cesar santos em sua coluna no Jornal De Fato.
Segue:

De água abaixo
A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) nasceu da necessidade de o Estado contar com uma empresa capaz de conduzir o desenvolvimento na área de abastecimento e saneamento. Na carona do Plano Nacional de Saneamento (PLANASA), o governador monsenhor Walfredo Gurgel fez nascer a Caern, para captar os recursos disponibilizados pelo Banco Nacional de Habitação (BNH/FGTS). Era 2 de setembro de 1969, quando foi empossada a primeira diretoria da empresa, presidida pelo engenheiro Moacyr Tavares Rolim. Exatos 40 anos depois, registrados hoje, a Caern tem pouco ou quase nada para comemorar. Mergulhada em profunda crise de gestão, com estrutura financeira debilitada, a Caern pouco cumpre o seu papel. Podendo ser dito, sem medo de errar, que o serviço de distribuição de água e saneamento será bem melhor se a empresa ceder lugar para outra. O sofrimento do consumidor mossoroense, que paga caro pela tarifa d’água, sem contar com o serviço, é a prova incontestável do fracasso da estatal. O quadro se agrava ainda mais na deficiência de uma rede de tubos, colocada no primeiro momento de funcionamento da Caern, há quatro décadas, e que hoje se mostra completamente ultrapassada. A buraqueira provocada por danos na tubulação e a interrupção no fornecimento de água são problemas frequentes que comprometem a vida da cidade e de seus moradores. A crise chegou a ponto insuportável, tanto que o Município estuda a possibilidade de suspender a concessão do solo e contratar empresa privada para explorar o serviço de abastecimento e saneamento. Porém, hoje em Brasília (DF) se acenderá uma luz de esperança. A governadora Wilma de Faria e o presidente Lula assinam convênio da ordem de R$ 230 milhões para investir no abastecimento de Mossoró. Recursos que, se liberados, contemplarão a adutora barragem de Santa Cruz/Mossoró, a substituição de 220 quilômetros de tubos e outros 76 quilômetros de novos tubos, além da construção de duas estações, uma de tratamento de água e outra elevatória de água. Resta, então, esperar que o Programa Saneamento para Todos passe do papel para a prática.

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